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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Maturidade

Significado de Maturidade

s.f. Estado das pessoas ou das coisas que atingiram completo desenvolvimento.
Período de vida compreendido entre a juventude e a velhice.
Grande definição... E ainda assim não define nada. Como explicar o que significa maturidade?
Quando pensamos em imaturidade parece mais fácil; não é difícil imaginar atos de uma pessoa imatura. No entanto, quando somos indagados sobre o que é maturidade, (inspiração) não é nada fácil descrever.
Eu imagino que uma pessoa madura é alguém que sabe dicernir o certo do errado, que toma atitudes sadias para si mesmo, que pensa no bem estar daqueles que ama, que se preocupa com as conseqüências dos próprios atos e tem noção que apesar de a vida ser uma só, não é preciso viver tudo num dia. Alguém que sabe saborear cada momento e aprender com as coisas que acontecem. Sabe agir de maneira equilibrada, sem infantilidades.
Mas se ainda assim não se pode definir maturidade; então já não sei como me expressar.
Achar que maturidade vem com a idade, acredito ser ingenuidade. Conheço crianças mais maduras que velhotes de 80 anos.
O ato de se preocupar em fazer certo não faz de você um engessado na vida. Faz de você responsável. Mas para alguns, essa palavra só sabe ser sinônimo de velho, arcaico, careta. Talvez seja.
O que você acha?

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

De onde a gente menos espera é que vem!

Estava compenetrada com meus estudos de pós graduação, absorta na rotina do dia a dia, trabalho integral, pós graduação, gravidez, financiamento do novo apartamento, contas e pensamentos, quando abri meu e-mail e vi uma lista dos nomes dos trabalhos de conclusão com seus respectivos orientadores. Curiosa, fui olhar os temas dos colegas, para ver se mais alguém teve curiosidade em falar sobre Estratégia de Saúde da Família; para meu (quase) horror, meu nome estava vinculado ao nome de outro orientador!! Observei que o nome de uma colega estava como orientando do meu orientador! E eu nem sabia quem ela era... Uma ninguém roubou meu orientador! A grande verdade é que eu nunca dei muita importância ao fato de tê-lo como orientador, mesmo sabendo que ele é super conceituado no ramo da pesquisa de saúde pública. Fui tomada, de súbito, por uma cólera antes não conhecida; engoli em seco e fiquei com as mãos úmidas. Ele teria me trocado por outra? Parei para pensar logicamente acerca das conversas e orientações anteriores, quando ele me disse que estava trabalhando exatamente no meu tema de interesse, e que se ele fosse orientar apenas um especializando, este seria eu. Tentei tranquilizar.

Obviamente continuei insegura.

Mandei um e-mail marcando o horário da orientação, ele respondeu positivamente!

Ufa!

Menos um "causo" para acumular na minha teoria de que o mundo conspira contra mim!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ninguém é 100% bom

Estava no consultório dia desses e uma senhora, paciente minha há alguns meses, trouxe-me exames e estava sem queixas no momento e por isso sobrou-nos um tempo a mais para conversar durante a consulta. Perguntei como andava a vida, disse-lhe que a achei mais viva, mais animada, e ela respondeu que estava feliz por termos conseguido resolver seu problema de hipertensão e que nunca antes tinha consigo atingir níveis pressóricos tão bons, e isso fazia sentir-se bem, sentia-se mais disposta. Perguntei da família, lembrava que uma das vezes ela trouxera uma neta ate o consultório. Ela disse que a menina estava bem, que ela e o esposo a esperavam lá fora, perguntei sobre os pais da criança e ela disse que o filho era usuário de drogas, que ele e a esposa haviam sido internados várias vezes devido à adicção mas sempre abandonavam os tratamentos e hoje, viviam nas ruas de Curitiba, agora com um "menino" de 1 ano e meio. Eles haviam gasto tudo que podiam para ajudá-los, e agora estavam "lavando as mãos".

Fez-se um silêncio constrangedor, eu fiquei consternada com o relato. Eu perguntei - e a senhora conhece seu neto? Ela disse que sim, pegou o celular e me mostrou uma foto, era mesmo um menininho muito lindo. E por que a senhora não fica com ele? Porque meu marido me mata, imagina! Já cuido de uma menina deles né?!

Eu fiquei triste, fiquei sem ação... Imagina a paciente, era o neto dela! Morando nas ruas, com pais sem perfil para o papel que deveriam exercer...

Abro a porta do consultório ao fim da consulta e a neta da paciente logo vêm à porta, uma linda menina de olhos azulados. Logo atrás o esposo dela, com um braço amputado...

Como ele se sente? Impotente ao ver o filho, criado com tanto amor e carinho escolher um caminho escuso. Quais são as dores desse homem? Seria mesmo errado ele "lavar as mãos"?

Ninguém é 100% ruim.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sozinho

As histórias relatadas aqui são um misto de realidade e ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência, já que os envolvidos nos "causos" estão com a identidade preservada sob sigilo médico.

Estava acontecendo o curso de sensibilização dos médicos de região da grande Florianópolis, em São José. Grande parte da equipe de profissionais de saúde de Biguaçu estava lá, eu também. A palestrante falou uma frase que marcou: A solidão é a doença dos novos tempos!

As pessoas se reservam cada vez mais, em cascas, em invólucros, impenetráveis, sempre tão preocupadas com sua "privacidade", seu mundo de fantasia. Multidões saem às ruas todos os dias, pegam ônibus, táxis, metrôs. Estão indo ao trabalho, para a escola, às faculdades, ou apenas indo para qualquer lugar. Muitas andam, sem destino... Mas, qual o objetivo de tanta pressa?
Não conversam, não se olham, não se tocam.

Dentro do apartamento, vejo ele mexendo no computador, e permaneço sentada, só observando. Ele não havia notado, mas eu o olhava há pelo menos 40 minutos. Depois ele começou a se movimentar de maneira mais ágil, preparando-se para ir pra cama, convidou mas eu estava com dor, já tinha comentando anteriormente mas o comentário "passou batido". Rapidamente já não ouvia mais os ruídos dele se mexendo de um lado pro outro no colchão até se render ao sono profundo.

Sozinha. Eu também me sentia sozinha, mesmo estando tão ciente de como "as coisas funcionam".

Minha mãe me disse um dia, em reposta quando eu reclamava de não ter um namorado - a gente nasce e morre sozinha, a vida basicamente é isso! Pode-se se estar com alguém certo dia, talvez por algum tempo até, mas no fim das contas, é só você e você.

Eu custo a me acostumar com essa realidade tão adversa. Gostaria de acreditar que podemos contar com os que amamos. O mundo é tão egoísta... e eu e sinto tão sozinha contra todo o resto do mundo. Assim parece tão mais difícil, impossível.

-lágrimas-

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

As decepções tardam... mas não falham

Como de praxe, venho eu escrever um pouco sobre a minha rotina, afinal de contas, não seria sensato escrever sobre coisas que não conheço.
Estava numa das unidades de saúde em que trabalho quando vejo o burburinho se formar no hall de entrada, olho pela porta e percebo um de meus pacientes, bastante alterado, erguendo as mãos e esbravejando na frente dos demais. Ele reclamava que continuava doente, que os médicos não resolviam nada, que isso era um absurdo! Frases e mais frases, em geral repetindo o que já tinha dito na primeira, intercalando palavrões diferentes em cada uma. A esposa estava ao seu lado, apoiando com uma cara de desaprovação para a recepcionista da unidade.
Acabando a consulta saio da unidade e vou ver do que se trata tamanha bagunça. Chego perto dele, como de costume e ele baixa a os olhos, como se não esperasse que eu fosse chegar tão perto, e esbraveja algumas palavras sem conexão, mais parecendo um animal acuado. Eu coloco a mão no seu ombro e pergunto porque ele está tão chateado, e ele diz - porque me dói tudo doutora!
Descubro que ele estava com um exame de urina para me mostrar, e recidivara um problema que ele vinha tratando já há algum tempo. Converso com ele, explico o que o exame dizia, mas ele não parecia entender muito sobre o que eu falava, como se desconfiasse que eu estava escondendo algo muito sério dele. Eu falo abertamente sobre o problema dele, e me viro em direção ao consultório para buscar o prontuário quando volto a ouvir sua voz, esbravejando, em frente à "platéia".
Percebo que precisaria tirar ele dali para poder chegar mais fundo na sua atenção; no consultório percebo que a semente da discórdia estava na esposa, uma senhora calada e amarga. Ela me olhou com olhos que me fuzilavam e dentro das suas pupilas eu podia ver o ódio e todo o ressentimento que ela tinha nutrido por mim, em segredo, nos últimos 2 meses. Ao abrir sua boca, podia sentir féu e suas palavras vieram em minha direção como cravos, atravessando toda a ternura que eu tinha por ambos, como se fosse poeira. Nada do meu trabalho, dedicação, empenho, favores, explicações, nada tinha lhe tocado o coração. Ela me odiava...
Depois de receber toda sua fúria e mágoa, extremamente surpresa, fiquei sem ação, sem palavras, como se um mal súbito se acometesse dos meus músculos, e eu não conseguia falar... nada.
Ele percebeu minha frustração, e se levantou, o mesmo gesto que tive minutos antes, ele colocou a mão em meu ombro e disse, a senhora pode me explicar, porque eu vou ouvir. Mas eu não conseguia, com os olhos cheios de lágrimas baixei a cabeça e deixei as lágrimas caírem sobre a folha do prontuário.
Ele pensou em sair porta afora atrás da esposa, mas exitou, se virou e falou de novo, eu vou tomar o comprimido comprimidinho então, 2 vezes ao dia. Eu acenei com a cabeça.

Estava acabado.

Eu me sentia humilhada, culpada, inútil. Ele também sabia que os limites ali tinham sido excedidos. Ela caminhava firme corredor afora, satisfeita e cheia de si.

Fiquei por uns 10 minutos apenas chorando, um choro doído e surdo, que apertava a garganta, como se alguém estivesse tentando me sufocar. Depois a próxima paciente veio a porta, estranhando que eu não havia chamado mais ninguém, quando abriu ajoelhou do lado da cadeira e me abraçou dizendo: Meu Deus, tens a idade da minha filha... Eu não podia ouvir muito, nem falar, tinha um nó na garganta e um corte, fundo, na alma.

Fiquei pensando que se talvez eu fosse mais séria, fria, imparcial, altiva atrás da minha mesa, retesa, segura como uma pedra mármore, indiferente e fria aos problemas deles, talvez se eu usasse terno e sapatos, ou se eu fosse superficial e enigmática, como todos os demais costumam ser, como os velhos especialistas são, talvez assim eles dessem "valor" ao que eu faço por eles.

Depois refletindo, cheguei a conclusão que talvez, não.

Naquele dia eu fui embora mais cedo.

domingo, 1 de agosto de 2010

Novamente à vida


Quem diria, que enfim, voltaria a escrever, em geral escrevo quando estou triste, não é a ocasião no momento.
Estou feliz, num bom momento da minha vida, talvez o melhor momento até hoje. Formada, empregada, trabalhando na área que eu queria, e agora, só os novos desafios. Como não poderiam faltar, enfim, novos amigos, novos colegas de trabalho e muitos, muitos pacientes.

É muito doido ser a médica de uma equipe de saúde da família. Ser estudante é bem diferente, agora é uma responsabilidade tremenda, todos os olhares são pra ti na hora do "vamo ver". É muito louco e ao mesmo tempo, viciante. Sorte que a equipe é bem unida e super engrenada, todo mundo pega junto no trabalho e divide bem as responsabilidades. É uma adrenalina todo dia, não saber o que vai aparecer na próxima consulta, não saber qual será a aceitação do outro lado, se... se... se.

Agora eu entendo quando diziam que os médicos se sentem deuses terrenos. É muito poder na mão de uma única pessoa. Mas isso não precisa ser assim, desde que o médico saiba dividir com sua equipe e também, fundamental, com seu paciente, a responsabilidade pela saúde dele e da comunidade. Aprender a cada dia é, com certeza, o passo fundamental para que a estrutura se mantenha firme e de pé. Estou feliz de poder fazer parte dessa estrutura e espero que nosso futuro seja próspero!

No mais, adorando comer as comidinhas da Ana e do John, rindo muito com a Katita e a Ana Paula e aprendendo muito com as ACS (todas) das 3 unidades de saúde em que trabalho.
Parece um sonho, mas é real. Graças a Deus eu escolhi o caminho certo!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A despedida de solteiro de Mr. Gomelli


By Eduardo Ritter
Bom, como fui convocado oficialmente a descrever como será a despedida de solteiro do Mr. Gomelli, vou adiantar o meu plano para os nobres leitores do blog da minha colega e amiga Ju. Inicialmente quero salientar que tenho a mania de escrever muito, mas dessa vez, tentarei ser breve por dois motivos: um, para não torrar a paciência do paciente leitor; e, dois, porque os detalhes do plano continuarão em segredo. Mas enfim, vamos ao que interessa:

Inicialmente, ressalto que eu e o Mr. Gomelli moramos em uma cidadezinha, no interior do Rio Grande do Sul, e, convenhamos, uma despedida de solteiro aqui vai muito além da capacidade da minha imaginação. Portanto, a primeira coisa que será feita é a reserva de uma Kombi azul piscina para levar o Mr. Gomelli e seus sedentos amigos até Porto Alegre. Sairemos daqui ao meio-dia e chegaremos lá por volta das 18h, indo direto ao bar da minha tia, em frente à Praça Garibaldi, na Cidade Baixa, para beber cerveja com desconto, para aquecer. Quando já estivermos bêbados, faremos uma ação social em meio à festa: escolheremos algum cliente do bar da tia (possivelmente um desses velhinhos sem perspectiva de vida que passam as horas tomando cachaça) para nos acompanhar até a festa. Dali, por volta das 23h, iremos para o Preto Zé, ali na João Alfredo, pois teremos que gastar mais grana depois, tudo por conta do noivo. Enfim, no Preto Zé será um aquecimento um pouco maior, já que ali haverá mulherada para o pessoal chegar. Entretanto, lá a felicidade de cada um só poderá ser conquistada no gogó, pois não haverá nada comprado...

Depois, independe de alguém se arranjar com alguém ou não, vamos pegar todo mundo (inclusive o bêbado, cliente da tia), e enfiamos na Kombi, deixando os corações partidos do Preto Zé para o passado. Loiras e morenas agarradas pela turma ficarão apenas na memória de uma louca noite de uma despedida de solteiro. Elas ficarão com os coraçõezinhos partidos, mas é a vida. Enquanto uns sofrem, outros se divertem. Saindo dali, vamos vendar os olhos do Mr. Gomelli (agora deixa de ser surpresa) e só os desvendaremos na Avenida Farrapos, em frente ao La Barca (Zona do Ronaldinho Gaúcho). Entraremos lá, por volta das 3h da madrugada, e cada um terá uma hora para fazer o que quiser. Menos o noivo. Aliás, o noivo estará impedido de fazer qualquer coisa até essa hora, além de beber. Já os demais, podem botar dinheiro na calcinha da setreaper, podem ir para o quarto com quem quiser, só não vale se empolgar e abandonar o grupo por causa de uma tchenga. Às quatro da manhã, quem comeu, comeu, quem não comeu, ainda poderá comer. Seguimos todos para a Kombi, arrastando o bêbado do bar da tia, que a essa hora já está cochilando e resmungando “ondeeutôvocêssãomeusamigos... (baba) putaquepariunãomeacordaagoravãoamerdaaa”.

Nesse instante, o Mr. Gomelli estará indignado, pois não terá comido ninguém até àquela hora. Já passou por um boteco, uma boate e uma zona, e nada, enquanto todo mundo já deu uns petelecos. No entanto, da zona do Ronaldinho seguimos para uma cobertura no Bairro Moinhos de Vento. E lá, meus amigos, lá, na cobertura de um prédio da Padre Chagas, no Moinhos de Vento, em Porto Alegre, estará a nossa amiga Ju, vestida de médica, nos esperando, às 4h30 da manhã para abrir as portas da felicidade. A Kombi estacionará na garagem do prédio, e a Ju irá checar se todos estão em condições de saúde para sobreviver ao que nos aguarda dentro daquela cobertura. E, assim que todos forem aprovados no exame médico, o povo todo, vindo direto da Kombi azul, saída de Santo Ângelo, com passagens por Ijuí, Cruz Alta, e outras cidades do interior, chegará ao paraíso. Estarão lá as mais belas mulheres do Sul do Brasil. Uma por cabeça. Todas fantasiadas: uma de professora, outra de colegial, outra de oncinha, outra de policial, outra de aeromoça, e assim por diante. A Ju estará de médica, mas só participará da festa se quiser. O problema é se alguém pensar que a sua roupa também é uma fantasia... Eu, por exemplo, costumo me confundir quando bebi além da conta. Mas enfim, cada um pegará a sua, conforme a ordem de chegada, entretanto, em um quarto separado, iluminado por uma luz que altera as cores vermelho, verde e amarelo, Mr. Gomelli entrará em um labirinto ultra-secreto, e após conseguir atravessa-lo, quando todos já se deliciaram nas carnes rijas de suas companheiras, quando o sol estiver nascendo, Mr Gomelli encontrará, iluminada, sentada em uma cama em cima de um pedestal, uma enfermeira, toda de branco, com um uniforme micro, que mal caberia em meu cachorrinho, sem calcinha, com o dedo médio da mão esquerda na ponta dos lábios, e o dedo indicador da mão direita chamando-o para o seu harém. E quando Mr. Gomelli pensasse que iria copular sozinho com aquela loira fenomenal, ao subir na cama, ele se surpreenderá com a presença de outra enfermeira, morena, tão gostosa quanto à loira. E assim, Mr. Gomelli terá 12 horas de puro sexo, na mais caliente de todas as despedidas de solteiro realizadas na história da humanidade. E a Kombi voltará apenas à meia-noite do dia seguinte, com a turma toda quebrada e dormindo, e a Ju fazendo os acompanhamentos médicos de todo mundo, cuidando se ninguém ficou desidratado, distribuindo pastilhas para dor de cabeça, e fazendo massagem em nossos pés. Já Mr. Gomelli chegará com 5 quilos a menos para o casamento, mas será feliz. E terá em sua memória as mais loucas horas vividas por um homem...

Pronto. Agora só falta ele achar a noiva, que já está tudo arquitetado! I gotta feeling!